segunda-feira, 6 de junho de 2016

Arquitetos alemães querem produzir no Brasil fachada que filtra poluição do ar

Em busca de soluções para reduzir a poluição atmosférica, uma dupla de arquitetos de Berlim desenvolveu uma fachada inteligente que purifica o ar e criou um material de construção que ajuda a reduzir os níveis de gases do efeito estufa.

Ambas as tecnologias poderiam ajudar a solucionar problemas de muitas cidades brasileiras. Porém, uma tentativa de construir uma fachada antipoluição no Brasil já fracassou devido à burocracia.

Criada pelos arquitetos Allison Dring e Daniel Schwaag, a fachada Prosolve começou a ganhar destaque em 2008, quando seu protótipo foi exposto no pavilhão da Alemanha na Bienal de Arquitetura.

Em 2013, os arquitetos entregaram o primeiro grande projeto com esse sistema: uma fachada de 2,5 mil m² construída em frente a um hospital na Cidade do México. A ideia era melhorar a qualidade do ar em torno do local.

O sistema Prosolve contém um revestimento feito de uma nanoestrutura de dióxido de titânio. Ao ser ativado pela luz solar, esse revestimento funciona como um filtro, neutralizando óxidos de nitrogênio e compostos orgânicos voláteis que entram em contato com sua superfície. O formato dos módulos auxilia na potencialização desse efeito.

Com o sucesso do projeto no México, apareceram interessados em levar a fachada para Brasil, segundo Schwaag. Para isso, porém, seria necessário importar os módulos produzidos na Alemanha, mas isso acabou se tornando um empecilho.

"Havia um grande interesse de construir uma fachada no Rio de Janeiro, mas, no decorrer das conversas, surgiu a dúvida se o material seria liberado pela alfândega e também quanto tempo duraria essa avaliação local, o que poderia gerar custos muito altos", diz o arquiteto. Assim, a tentativa não saiu do papel.

Schwaag acredita que a melhor maneira para levar essa tecnologia ao Brasil seria encontrar um parceiro local para produzir os módulos. "Dessa forma, também estaríamos contribuindo com a economia do país e criando empregos", ressalta.

Ar mais limpo

De acordo com Schwaag, a fachada poderia melhorar a qualidade do ar em bairros de grandes cidades brasileiras, ao serem instaladas em pontos onde há grande produção de poluição, por exemplo, próximo de grandes avenidas ou cruzamentos movimentados.

A tecnologia não é interessante só para o Brasil. A poluição atmosférica é um problema global. Em um relatório divulgado em meados deste mês, a Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou que ela causa mais de 3 milhões de mortes prematuras por ano.

E, por ser um problema global, o escritório berlinense tem clientes em vários países. Atualmente, os arquitetos desenvolvem fachadas para o Chile e a Índia, além de outros países asiáticos e do norte África. Schwaag diz que seus clientes buscam uma solução estética e sustentável para melhorar a qualidade do ar. Curiosamente, não há nenhum projeto da Prosolve na Alemanha.

"Falta coragem, ou melhor, disposição de admitir que vivemos em cidades poluídas na Alemanha", opina o arquiteto. Ele acredita que a existência da Prosolve em frente a uma construção revela que o ar é poluído na região, problema que os alemães se recusam a reconhecer. "Colocar a solução é admitir o problema."

Schwaag afirma que os preços das fachadas variam de acordo com tamanho, taxas locais de importação e qualidade do material usado na fabricação dos módulos.

Atualmente, a base dos módulos é composta de plástico, mas os arquitetos de Berlim estão desenvolvendo um material para tornar a Prosolve mais sustentável e auxiliar no combate aos impactos do aquecimento global.

´Made from Air´

Após alguns anos de pesquisa, Dring e Schwaag apresentaram no ano passado um protótipo do "Made from Air" ("Feita de Ar", em tradução livre), uma fachada feita com o HexChar, material de construção feito com uma tecnologia que retira carbono da atmosfera e produzido a partir de resíduos de biomassa.

Metade do HexChar é composto por carbono atmosférico. "Transformamos o gás em carvão. Para cada tonelada produzida desse material, prensamos uma tonelada de dióxido de carbono", ressalta Schwaag.

A técnica de retirar dióxido de carbono da natureza ao evitar que gases do efeito estufa de resíduo de biomassa sejam lançados na atmosfera e transformá-los em produtos é um dos métodos defendidos por especialistas em clima para reduzir os impactos do aquecimento global, sendo inclusive recomendado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU.

Dring e Schwaag ainda trabalham no aperfeiçoamento do HexChar, que atualmente é usado apenas em fachadas. A ideia é desenvolver a tecnologia para a produção dos módulos da Prosolve, além de criar um material para ser utilizado na construção de casas completas.

No futuro, os arquitetos pretendem produzir o HexChar onde essas fachadas e as futuras casas serão construídas. "Estamos procurando produtores de biomassa para fabricar localmente esse material, como, por exemplo, no Brasil", conta Schwaag.

Fonte: G1, com BBC

O drama do heptacampeão da Fórmula 1 Michael Schumacher

As vitoriosas trajetórias de vida e esportiva do alemão Michael Schumacher, 47 anos, o maior campeão da Fórmula 1, sofreu uma forte guinada em dezembro de 2013. O acidente sofrido pelo ex-piloto enquanto esquiava, em Méribel, nos Alpes Franceses, levou a um coma induzido que durou seis meses e a danos que o deixam, até hoje, inteiramente dependente de equipamentos e de ajuda de outras pessoas para permanecer vivo. A família, liderada pela esposa, Corinna Schumacher, evita vazamentos de informações sobre detalhes sobre a sua saúde, e tem ameaçado com processos judiciais os tabloides que rotineiramente divulgam pioras ou melhorias não confirmadas do seu estado.

“O seu sonho secreto era desaparecer da vida pública algum dia”, disse Sabine Kehm, a agente do corredor. “Por isso, ainda quero proteger os seus desejos e não deixo nada vazar”. Mas algo que cada vez parece mais claro são os altos custos com que a família precisa lidar devido ao longo tratamento e aos cuidados especiais despendidos a Schumi. Durante a carreira, o piloto foi um dos esportistas mais bem sucedidos financeiramente de sua geração. Ele teria sido o segundo atleta mais bem pago de 2004 e, no ano seguinte, a revista Eurobusiness, que era de propriedade do chefão da F1 na época, Bernie Ecclestone, chegou a publicar que Schumacher era a primeira pessoa a se tornar um bilionário praticando esportes.

Mas a estimativa mais aceita é de que o campeão terminou a sua carreira com uma fortuna de € 500 milhões (US$ 780 milhões). Passados dois anos e meio do acidente, esse valor já está se dilapidando. O quarto da mansão de Schumacher, em Gland, próximo do Lago Genebra, na Suíça, precisou se tornar uma unidade médica que exigiu US$ 17 milhões, para replicar o atendimento que recebia no hospital na França. Além disso, semanalmente, há gastos de US$ 150 mil para a manutenção do tratamento, que incluiria a presença de até 15 médicos por dia.

Se a família não tivesse nenhum outro gasto, a fortuna acabaria em pouco menos de 100 anos. Mas há outras contas a pagar, advogados e assistentes. Corinna, então, tem buscado formas de ganhar uma folga financeira. No ano passado, ela vendeu o jato pessoal do marido, por US$ 40 milhões, e a sua casa de férias na Noruega, por US$ 2,7 milhões. Também estaria buscando negociar o chalé em Méribel, onde aconteceu o acidente de 2013. Já o rancho comprado por Schumacher no Texas rende alguns milhões de dólares por ano com o treinamento de cavalos.

Corinna chegou a ser campeã europeia de montaria ao estilo western. Mas uma outra importante fonte de renda estaria secando: a dos patrocínios do marido. Duas empresas romperam os seus contratos menos de um ano depois do acidente, a produtora de água mineral alemã Rosbacher e as marcas de moda Navyboot e Jet Set, do suíço Philippe Gaydoul, que garantiam US$ 7 milhões anuais. Por outro lado, a montadora Mercedes-Benz, marca pela qual Schumacher correu na F1 entre 2010 e 2012, e o banco de investimentos DVAG confirmaram que continuarão apoiando o ex-atleta, até o fim.

As marcas de relógio Audemars Piguet e Hublot também permanecem, mas devem diminuir os valores pagos. Schumi ganhava mais de US$ 10 milhões em patrocínios, mesmo sem competir. A decisão sobre manter o patrocínio num momento como esse envolve muitas variáveis. “Não é fácil para o executivo tomar uma decisão de cortar o apoio”, afirma Marcos Bedendo, professor de branding da pós-graduação da Escola Superior de Propaganda e Marketing. “Ele deve pesar questões financeiras, sobre como utilizar a verba de marketing, as cláusulas do contrato, a relação pessoal dos executivos da empresa com o esportista e o potencial de risco à imagem da empresa.”

A visibilidade do caso na imprensa também conta. “O público olha muito a parte humana da questão, mas a empresa pode perceber que o rompimento não trará grandes repercussões e que as pessoas saberão que ela não teve nenhuma relação com a fatalidade, e então decidir encerrar o contrato”, diz o especialista em marcas. O caso também é muito diferente de outras tragédias do mundo dos esportes, como foi o caso do também piloto Ayrton Senna, que ainda tem a sua imagem ligada à publicidade duas décadas após a sua morte. “Num patrocínio esportivo, a empresa busca trazer atributos para a sua marca”, afirma Eduardo Tomiya, diretor-geral da consultoria Kantar Vermeer. “Talvez o Schumacher seja percebido como alguém que não traz mais associações positivas.”

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Na saúde e na doença

Quem ficou com Schumacher depois do acidente:

Mercedes-Benz
DVAG
Audemars Piguet
Hublot

Quem saiu:

Navyboot
JET Set
Rosbacher

Fonte: ISTOÉ DINHEIRO

sábado, 4 de junho de 2016

Dividido, STF suspende julgamento sobre legalidade das vaquejadas que podem ser proibidas no Ceará

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, a vice-presidente Cármen Lúcia e o ministro Dias Toffoli vão decidir o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4983 contra a lei que regulamenta a vaquejada no Ceará como prática desportiva e cultural. Com votação empatada em 4 a 4, a sessão foi suspensa pela segunda vez nesta quinta-feira, 2, devido ao pedido de vista de Toffoli. O processo deve continuar na próxima semana.
O julgamento sobre a constitucionalidade da vaquejada no Estado foi retomada após o ministro Luís Roberto Barroso devolver o pedido de vista, que interrompeu pela primeira vez o processo, no ano passado. Na época, o relator da ação, o ministro Marco Aurélio, votou pela inconstitucionalidade da lei, enquanto os ministros Edson Fachin e Gilmar Mendes defenderam a regulamentação como prática desportiva e cultural.
Nesta quinta, mais cinco ministros votaram. Barroso, Rosa Weber e Celso de Mello declararam voto contra a lei da vaquejada. Já Luiz Fux e Teori Zavascki se posicionaram a favor da constitucionalidade, restando apenas os votos de Lewandowski, Cármen Lúcia e de Toffoli, que pediu vista do processo.
Em caso de novo empate quando o julgamento for retomado, provocado pelos votos de Cármen Lúcia e Toffoli, o presidente do Supremo é quem vai decidir o destino da vaquejada no Estado.
Argumentos de ministros
Antes de pedir vista do processo, o ministro Toffoli fez citações da Bíblia, do livro “O Poder de Mito”, de Joseph Campbel, e do antropólogo Lévi-Strauss. Segundo Dias, nenhum ser humano tem direito de matar outro ser humano.
Para Celso de Mello, a vaquejada não deixa de ser cruel só porque a lei quer. O ministro afirmou que a atividade não pode ser considerada uma prática cultural, em uma “patética” tentativa de fraudar a Constituição.
Gilmar Mendes, que já havia votado a favor da constitucionalidade da lei, disse que não se for levar a ferro e fogo, será preciso proibir a matança de animais. Já Rosa Weber defendeu que o Estado não pode incentivar atividades culturais que envolvam crueldade a animais. “Violência ao animal é ínsita à vaquejada”, comentou a ministra.
Processo
O julgamento é resultado da ADI 4983 ajuizada pelo pr Supremo Tribunal Federal (STF) pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra a Lei 15.299/2013, do Ceará. Na ação, o procurador-geral alega, em síntese, que a vaquejada, inicialmente associada à produção agrícola, passou a ser explorada como esporte, e que laudos técnicos comprovariam danos aos animais.
A lei que regulamenta a vaquejada como prática cultura e desportiva foi sancionada em 2013 pelo governador em exercício na ocasião, Domingos Filho. A autoria da lei é do deputado estadual Welington Landim, que morreu no ano passado após complicações de uma meningite bacteriana.

fonte: iguatu.net

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Pai muda senha do wifi diariamente em troca de tarefas domésticas e bilhete viraliza

Um pai de São Paulo achou uma maneira criativa de fazer com que a filha ajudasse nas tarefas domésticas da casa e deixasse o celular de lado. Ele prometeu mudar a senha do Wifi diariamente, e afirmou que só liberaria o código após a adolescente lavar a louça e arrumar o quarto. A ideia, claro, ganhou o apoio de vários pais que desejam fazer a mesma coisa.
O operador de turismo e vice-presidente da Casa Portugal, Paulo Machado, escreveu o bilhete para a filha Catarina, de 17 anos, nesta quinta-feira. Em menos de 24 horas, a publicação foi compartilhada mais de 83 mil vezes no Facebook, e ganhou também o WhatsApp. Ele contou ao EXTRA que a tática deu certo. Ele escreveu o bilhete à mão, publicou na página da filha no Facebook e, em cinco minutos, ela respondeu com duas fotos: uma da pia sem louça e outra do quarto arrumado. Ele, então, liberou a senha.
A gente percebe que ela fica muito tempo na internet, deixando de estudar ou de fazer as tarefas domésticas. Conversando com um amigo de Portugal, ele falou desse toma lá da cá. Resolvi mandar um bilhete para ela, e em cinco minutos ela mandou uma foto da pia sem louça e do quarto arrumado — disse o pai.
Centenas de pais apoiaram a iniciativa de Paulo, que compara o castigo de “tirar a internet de hoje” com o “tirar a televisão de antigamente”. Catarina, como as adolescentes da sua idade, tem todas as redes sociais possíveis, e usa o celular e o tablet para conversar com os colegas da faculdade. Mas é o isolamento do que acontece na casa que preocupa o pai.
— Foi um alerta que surgiu de forma espontânea. Escrevi, fotografei, postei e ela entendeu — resume.
A rápida repercussão do bilhete não assustou o operador de turismo, mas ele percebe que as famílias viram na ideia uma forma de educar:
— É preocupante porque você percebe que é um tema que também aflige as famílias de forma geral. Não foi por causa do bilhete, mas pela forma da abordagem. Foi como se eu tivesse encontrado uma solução porque eles também têm o mesmo problema — afirma Paulo, acrescentando que vai continuar trocando a senha do Wifi diariamente para criar uma rotina na casa.
E para os pais que não sabem como trocar a senha do wifi, ele avisa: o manual do roteador ensina.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Novo teste aponta que ´pílula do câncer´ retarda tumor de pele

Testes conduzidos a pedido do governo federal mostraram que a fosfosetanolamina, suposta "pílula do câncer", é capaz de retardar o crescimento de tumores em camundongos -embora o faça com menos eficácia do que um quimioterápico que já é usado por pacientes humanos há décadas.

Trata-se do primeiro sucesso da substância nos ensaios conduzidos por equipes independentes a pedido do MCTIC (Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações) desde o fim do ano passado. Análises anteriores haviam indicado que a "fosfo" na verdade seria composta por diversas substâncias, além de não ter efeito contra o câncer em ensaios feitos tanto in vitro (com células tumorais em tubo de ensaio) quanto in vivo (com roedores com câncer).

Os dados contradizem o que afirmam os pesquisadores que estudam a "fosfo", liderados por Gilberto Chierice, químico e professor aposentado da USP. Eles publicaram alguns trabalhos mostrando eficácia da substância in vitro e em cobaias. Chierice também distribuiu a pílula por décadas a pacientes, muitos dos quais afirmam ter obtido resultados positivos. Com base no clamor popular pela liberação do uso da fosfoetanolamina, o governo federal e o do Estado de São Paulo resolveram financiar testes para avaliar a utilidade clínica da molécula.

No estudo recém-divulgado, pesquisadores do Centro de Inovação e Ensaios Clínicos, em Florianópolis, trabalharam com 40 camundongos que receberam implantes de células de melanoma humano, câncer que normalmente afeta a pele. Os animais foram divididos em quatro grupos iguais: dois deles, receberam a "fosfo" em concentrações diferentes, outro recebeu apenas soro fisiológico e o último, injeções de cisplatina, droga usada na quimioterapia desde 1970.

Os roedores foram acompanhados ao longo de 36 dias. Em todos eles, o tumor cresceu, mas o aumento foi bem maior (da ordem de 13 a 14 vezes) nos bichos que receberam soro ou a concentração mais baixa da "fosfo". Quando a pílula foi dada na concentração mais alta (500 mg por quilo de peso), o crescimento do tumor foi 35% menor; no caso do quimioterápico, esse crescimento foi cerca de 70% menor.

É esperado que diferentes tumores respondam de forma distinta a medicamentos, já que o câncer pode surgir por diferentes mutações no DNA. Os testes devem continuar, inclusive envolvendo seres humanos, em São Paulo.

Questionado em evento na USP sobre seu posicionamento em relação à "fosfo", o ministro do MCTIC Gilberto Kassab defendeu a ciência, mas disse que compreende o clamor da população pela droga.

"Em primeiro lugar, existe a valorização da pesquisa, da ciência. E, em segundo, como ser humano e cidadão, tenho plena compreensão do sentimento de uma pessoa que tem um ente querido doente e busca salvação em qualquer alternativa que surja. Tenho plena compreensão do comportamento da sociedade. Mas, como gestor, acadêmico e engenheiro, reconheço a importância da pesquisa para preservar os interesses da sociedade e o cidadão."

Fonte: Folha de S. Paulo

Estudo prova ser possível criação de vacina anticâncer

Cientistas da Alemanha e da Holanda descreveram uma nova estratégia de vacinação contra o câncer capaz de atacar os tumores, colocando em ação mecanismos do sistema imunológico que normalmente são acionados contra infecções virais.

O estudo, publicado na quarta-feira, 1º, na revista Nature, mostra que a vacina induziu o sistema imunológico a responder fortemente contra tumores em camundongos e em três pacientes humanos com melanoma avançado. Segundo os autores, a estratégia é um grande passo para o futuro desenvolvimento de uma vacina universal para tratamento imunoterápico de câncer.

A vacina tem por base nanopartículas de RNA tumoral, isto é, os cientistas injetaram nos pacientes moléculas de RNA do tumor criadas em laboratório e envoltas em uma membrana de gordura. Depois de entrar nas células, as nanopartículas liberam o RNA tumoral, que funciona como um antígeno, ou seja, disparam o mecanismo que defende o corpo humano de invasões virais, redirecionando-o para identificar e atacar as células tumorais. As nanopartículas carregam o RNA tumoral diretamente para os glóbulos brancos que protegem o corpo de micróbios invasores, acionando as células T, que induzem células tumorais à autodestruição.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Estadão Conteúdo

Ronda do Quarteirão fecha boca de fumo em Icó

Por volta das 20h30 dessa quarta-feira (1º) o Sargento Geílson e soldados Lêudo, Elias e Cardoso fecharam uma boca de fumo na Rua Regente Feijó no Conjunto Cidade Nova, em Icó, distante 166 quilômetros de Juazeiro do Norte.

Dois adolescentes de 15 anos e um de 16 foram apreendidos. Todos residem na Cidade Nova. Os militares apreenderam com os menores 20 papelotes de crack, 3 de maconha e uma pistola artesanal.

Os menores foram apreendidos e apresentados ao delegado regional de polícia civil Marcos Sandro Nazaré de Lira para procedimento policial.


Com informações do Radialista Richard Lopes
fonte: site miséria.