sábado, 18 de fevereiro de 2017

Chove em mais de 100 municípios do Ceará neste sábado



Pelo menos 100 municípios cearenses registram chuvas neste sábado (18). De acordo com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), até as 10h20 foram contabilizadas precipitações em diversas regiões do estado.
Até o momento, o município de Alto Santo registrou a maior chuva do Ceará, com 178, 6 mm; seguido por Ibicuitinga, com 157 milímetros, e Morada Nova, com 1556 milímetros.
No Litoral de Fortaleza, 20 postos contabilizaram os dados. Os municípios de Cascavel, Beberibe e Aquiraz registraram 81,2 mm, 70,2 mm e 50 mm, respectivamente. No posto do Bairro Água Fria, em Fortaleza, foram 29 mm.
Mais chuva
De acordo com a Funceme, ao longo do sábado, o céu deve permanecer nublado com chuva em todas as regiões cearenses. No decorrer de domingo (19), haverá nebulosidade variável com chuva em todo o estado.

Cientistas testam com êxito substância que retarda envelhecimento



Biólogos russos realizaram com sucesso testes de uma substância que retarda o envelhecimento de células, prolongando a vida de ratos em 15% ou 45 dias e publicaram os resultados na revista Aging.
"Esta pesquisa tem bastante significado tanto no sentido teórico, como do ponto de vista prático. Por um lado, ela mostra o papel fundamental das formas ativas de oxigênio, produzidas por mitocôndrias, durante o envelhecimento de mamíferos. Por outro lado, se abre um caminho para o tratamento do envelhecimento com antioxidantes dirigidos especificamente às mitocôndrias", afirma o cientista Vladimir Skulachev, diretor da faculdade de bioengenharia e bioinformática da Universidade Estatal de Moscou Lomonosov, citado pela Aging.
A equipe de cientistas chefiada por Skulachev está trabalhando na criação de preparados que retardem o envelhecimento de uma das partes mais importantes das células – suas mitocôndrias, que são uma espécie de "geradores" de energia do nosso corpo.Nelas (nas mitocôndrias) ocorre o processo de oxidação de nutrientes e a transformação da sua energia em moléculas ATP que libertam a energia necessária para o funcionamento de célula.
Há vários anos, a equipe de cientistas descobriu a molécula SkQ1 que pode resolver o problema. Ela é uma espécie de antioxidante forte capaz de se inserir nas mitocôndrias e neutralizar as moléculas agressivas de oxidantes que a prejudicam destruindo suas paredes.
Os cientistas realizaram testes em ratos especiais, que foram geneticamente predispostos para o surgimento de mutações acidentais no DNA de mitocôndrias. Tais ratos vivem menos do que os ratos normais (cerca de 280-290 dias em vez de 2 ou três anos). Sua morte é causada pela acumulação de mutações e destruição de mitocôndrias, o que mata suas células, provoca envelhecimento prematura e a morte.
Os ratos foram divididos em dois grupos. Um grupo comia comida simples e o outro tinha uma dieta com a molécula SkQ1. Como resultado, os ratos do grupo de controlo começaram emagrecendo, perdendo pelo e envelhecendo.
Os ratos que foram tratados com SkQ1 não mostraram sinais de envelhecimento durante mais de 40-45 dias e viveram cerca de 335 dias, enquanto os do grupo de controle apenas 290 dias no máximo.
A substância está contida nos colírios "Visomitin" que a equipe de cientistas está fornecendo às farmácias russas há vários anos. (Sputnik)

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Brasileiros desenvolvem ímã três vezes mais potente do que o comum



Com uma reserva de 22 milhões de toneladas de terras-raras, a segunda do mundo, o Brasil avança para dominar a tecnologia da cadeia produtiva dos superímãs. Isso porque o país acaba de obter os primeiros 100 gramas de didímio metálico, um dos elementos principais para a fabricação dos ímãs permanentes, peças-chave em turbinas eólicas e carros elétricos. O projeto, apoiado pela Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), caminha para a terceira e última etapa, que consiste na produção do pó da liga e do superímã em em escala laboratorial.
O produto é essencial para a indústria de alta tecnologia, sendo estratégico em setores não poluentes. Além de turbinas eólicas e motores de carros elétricos, é usado em discos rígidos de computadores e robôs. "A produção de superímãs pelo país não apenas visa atender a uma demanda específica. Ele vai deixar um legado de capacitação científica para o Brasil, que poderá competir em um mercado em que o fornecimento é praticamente exclusivo", afirma o diretor-presidente da Embrapii, Jorge Guimarães.
Três vezes mais potentes que os ímãs comuns e mais barato de produzir, os superímãs tornaram-se um produto de exportação quase exclusivo da China, que concentra as maiores reservas de terras-raras do mundo, com 55 milhões de toneladas, e responde por 90% do mercado mundial. Esse mercado movimenta por ano de US$ 2 bilhões a 3 bilhões.
O projeto brasileiro, que recebeu R$ 2,7 milhões em investimentos e é fruto da parceria da Unidade Embrapii Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), tem potencial para mudar esse cenário.
"Em um futuro breve, a obtenção do didímio mostra que é possível a sua produção em escala industrial. A ideia é que o Brasil tenha domínio tecnológico de toda a cadeia produtiva dos ímãs permanentes, desde a extração mineral das terras-raras até a fabricação dos ímãs", explica o diretor do Centro de Tecnologia em Metalurgia e Materiais da Unidade Embrapii IPT, João Batista Ferreira Neto.
Segundo ele, o único desafio é conseguir um custo de produção compatível com o chinês. "Temos tudo para ser uma opção interessante para os grandes consumidores do metal - Europa, Estados Unidos e Japão, que procuram alternativas de fornecimento para não ficarem dependentes dos chineses".
Campo magnético
A cadeia de produção do metal se inicia na extração dos minérios pela CBMM em Araxá (MG). Para chegar ao ímã, é preciso obter a liga didímio-ferro-boro em pó e fazer o alinhamento das partículas por meio do campo magnético aplicado durante a compactação, seguido de sinterização (solidificação do material) e tratamento térmico, dando, assim, origem ao ímã.
"Existe pouca informação fora da China sobre a separação de terras-raras e a produção de ligas metálicas para ímãs", diz Ferreira Neto.
Os ímãs feitos no país são de ferrite, à base de bário ou estrôncio, presentes nos pequenos adesivos fixados na geladeira.
Terras-raras
São considerados terras-raras os elementos que apresentam propriedades semelhantes, sendo que 15 deles são do grupo dos lantanídeos – lantânio, cério, praseodímio, neodímio, promécio, samário, európio, gadolínio, térbio, disprósio, hólmio, érbio, túlio, itérbio e lutécio. Completam o grupo o escândio e o ítrio. As maiores reservas do Brasil estão nos estados de Minas Gerais e Goiás.
Desde a década de 1980, o mercado de terras-raras é dominado pela China. Em 2010, o governo brasileiro iniciou uma série de ações para avançar na implantação da cadeia produtiva no país. O alerta surgiu quando a China elevou o preço desses minerais.
O MCTIC já investiu R$ 11 milhões em políticas públicas, editais e parcerias público-privadas para o desenvolvimento de pesquisas e estudos sobre terras-raras. Além disso, o programa Inova Mineral, da Finep e do BNDES, dispõe de R$ 1,18 bilhão para estimular a cadeia produtiva de minerais estratégicos "portadores de futuro". As informações são do portal do MCTIC