sábado, 5 de setembro de 2009

 
O município de Araripe se tornou pioneiro ao inovar no processo de compra dos gêneros alimentícios para a merenda escolar. Ao invés de fomentar a economia de outras cidades de maior porte, a prefeitura retém os recursos para investir na produção local. O prefeito Humberto Germano Correia estabeleceu uma parceria com os pequenos produtores da agricultura familiar e os resultados são bastante favoráveis, segundo ele próprio comemora.

    Comprar os alimentos no próprio município representa a garantia de mercado para os produtos originários do setor agropecuário. Mais que isso, gera renda, incrementa a produção, faz o dinheiro circular na economia de Araripe e ainda oferece aos alunos uma merenda saudável. Sem esconder o orgulho, o prefeito aponta que dos cinco primeiros municípios a adotar essa postura, quatro são da região Sudeste e apenas Araripe surge como do Nordeste.

    
O Secretário de Agricultura e Meio Ambiente de Araripe, José Rutemberg Fortaleza Silva, até já recebeu convite para ir à Brasília expor sobre esse trabalho. O município ganhou, também, uma moção de reconhecimento por focar o investimento dos recursos da merenda escolar nos produtos da agricultura familiar. "Evitamos comprar de fora o que oferecemos para os nossos alunos, deixando de favorecer as grandes cidades", explica Germano.


    Conforme explicou, foi criado um cardápio para a merenda escolar baseado no que o município produz. Como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei que permite comprar da agricultura familiar, a prefeitura estimulou a criação de associações com esse intuito. O passo seguinte foi lançar o edital de compra dos produtos com reflexos positivos para todas as partes representando cerca de R$ 130 mil. As esposas dos donos de vacarias, por exemplo, foram capacitadas a fabricar derivados do leite.

    São gêneros como iogurtes, queijos, bebidas lácteas, doces de leite, ricotas que foram incluídos no cardápio. O Secretário de Agricultura afirmou que elas terão cerca de um salário por mês com a compra do iogurte num total de oito mil litros nesses cinco meses do segundo semestre. "No próximo ano pretendemos triplicar essa compra", adiantou. Outros produtos são fubá de milho, feijão e bolos. Somente de agosto a novembro vão ser comprados 3,6 mil quilos de goma para a fabricação de quase 35 mil tapiocas.


PS.: Um exemplo a ser seguido.


fonte: site miseria

IFA 2009 mostra como será a sua próxima TV

Maior feira de eletrônicos do mundo exibe televisores de LED, em 3D, com acesso à internet, ecoeficientes e com imagens cada vez melhores

A feira alemã IFA é conhecida por trazer produtos que estão prontos para chegar ao mercado ou que irão invadir as lojas nos próximos meses ou anos. Este ano, não há produto mais comentado do que televisão no evento. Confira as cinco maiores tendências do setor:


 Divulgação
Internet: é só acionar o controle remoto para navegar
INTERNET VIA CONTROLE REMOTO

Cada vez mais as pessoas vão a sites para assistir a séries e a filmes. Em vez de ficarem reclamando da “ameaça online”, Samsung, Philips e Panasonic resolveram incorporar a rede mundial de computadores em novos modelos. As três empresas exibiram televisores embutidos com processadores que se conectam a internet via cabo ou Wi-Fi. É possível usar widgets, programas simples de serviços como informações metereológicas ou de últimas notícias, e navegar em portais pré-selecionados, como o popular site de vídeos YouTube, e sites comuns. O controle remoto assume as vezes na seleção do conteúdo a ser exibido. Os televisores testados por Época NEGÓCIOS ainda deixam a desejar no quesito velocidade. A “programação” selecionada demora para carregar, o que exige um pouco de paciência. Mas isso tende a evoluir. A vantagem é poder conferir o conteúdo em telas com dimensões muito superiores às dos PCs, sem precisar fazer conexões via um emaranhado de cabos.

LED PARA VALER

Por enquanto, apenas a Samsung tem um modelo com LED à venda no Brasil. Mas, na IFA, todas as grandes empresas exibiram uma vasta seleção de modelos com iluminação provida pelas lâmpadas de diodos orgânicos acionadas por correntes elétricas. A maior parte ainda conta com um conjunto de lâmpadas que reveste a borda por trás da camada de vidro da tela. Os feixes são estendidos para o restante da tela, o que promove melhor contraste (leia-se branco mais branco e preto mais preto). Isso graças a um melhor controle da graduação de luz das LEDs. Mas o próximo estágio dessa tecnologia já estava à mostra no estande da Philips. O Direct LED incorpora as pequenas lâmpadas em toda a tela, divididas em segmentos. Com isso, diferentes partes da tela podem ser acesas ou apagadas separadamente, o que acentua ainda mais o contraste. O ponto fraco das LEDs – e do Direct LED - ainda é o preço, muito superior aos das TVs de LCD comuns.

 Divulgação
TVs do futuro: mais verdes até na embalagem
ECOEFICIÊNCIA

Junto com as LEDs, que consomem menos energia, todos os televisores passaram a exaltar seu reduzido consumo de energia. Esses diodos orgânicos só emitem luz quando uma corrente elétrica passa por eles para gerar imagens mais escuras ou claras. Já os modelos de LCD tradicionais contam com luzes fluorescentes que permanecem sempre ligadas e têm a sua luminosidade aumentada ou diminuída para gerar contraste. Os índices de redução de energia giram em torno de 50%, o que representa um grande avanço nesse quesito em relação às gerações anteriores. Além disso, os gabinetes dos aparelhos usam cada vez mais materiais recicláveis, como alumínio e plástico, e adesivos eletrônicos para logomarcas e outras informações, o que dispensa o uso de cola e outros materiais químicos danosos ao meio ambiente. O manual de papel também é um item em extinção. No lugar, há versões eletrônicas acessíveis pelo controle remoto. Não dá para esquecer das embalagens, que também são cada vez mais minimalistas e reaproveitáveis. A ecoeficiência é uma tendência que já virou realidade.

 Divulgação
Televisores 3D: a grande sensação da IFA 2009
3D NA SALA DE ESTAR

Não houve fabricante que não mencionasse o 3D. A Panasonic foi a primeira a exibir um modelo com imagens em três dimensões. A Philips exibiu um protótipo em seu estande. A Sony anunciou que irá produzir televisores do gênero a partir de 2010. A tecnologia é apontada como o grande atrativo capaz de reverter a queda na venda de TVs de alta definição gerada pela crise. Realmente, assim como no cinema, a técnica dispensa de vez os truques e saltos de elementos da tela, para conferir uma profundidade maior às imagens, como se a tela fosse uma janela para algo que está acontecendo a sua frente. No entanto, todas ainda exigem o uso de óculos capazes de fundir as imagens duplas exibidas na tela, o que é um tanto incômodo. Sem falar nos preços nas alturas, todos na casa de milhares de euros, o que torna os modelos proibitivos até mesmo para mercados de ponta, como os países europeus. O 3D chegou com força na IFA e cheio de promessas de invadir o mercado em 2010, mas esses dois fatores deixam em questão se, passado o próximo ano, a tecnologia ainda continuará a ser isso, uma promessa.

A BUSCA PELA IMAGEM PERFEITA

Para todo lado que se olhe, cada empresa apresenta diferentes métodos de melhorar a qualidade da imagem. Há meios de aumentar o contraste, diminuir as distorções de cenas em movimento, reduzir a granulação e tornar mais reais as cores exibidas. Tudo porque esse ponto, qualidade de imagem, é apontado por consumidores em pesquisas como o mais importante fator na hora de decisão de compra. Basta pensar no último modelo que você ou seu amigo comprou para ver que essa é mesmo a realidade. Os artifícios para obter isso variam de estande para estande da IFA. Mas uma coisa é certa: estamos cada vez mais próximos da imagem perfeita. 
fonte: época noticias