sábado, 10 de dezembro de 2016

Satélite desenvolvido por alunos de Ubatuba é lançado no Japão



O satélite conhecido como UbatubaSat, desenvolvido por alunos do ensino fundamental de Ubatuba (SP), foi lançado hoje (9) do Centro Espacial Tanegashima, no Japão, para a Estação Espacial Internacional (ISS).
               A primeira etapa do lançamento foi transmitida ao vivo pela Jaxa, agência espacial do Japão. A expectativa é que o satélite seja relançado ao espaço no dia 19 próximo e, a partir do dia 21, já esteja em órbita.
               O UbatubaSat pode ser o primeiro satélite totalmente desenvolvido no Brasil a funcionar em órbita, de onde poderá registrar a distância de sondas espaciais, detectar a formação de bolhas no espaço e também fazer contato com radioamadores e transmitir mensagens que foram gravadas por estudantes.
               O projeto UbatubaSat foi idealizado pelo professor de física Cândido Osvaldo de Moura. A iniciativa surgiu no início de 2010, quando ele teve conhecimento de que uma empresa norte-americana estava desenvolvendo um veículo lançador e vendia os kits de montagem de pequenos satélites que pudessem ser lançados pela empresa.
               Desafio na sala de aula
               Cândido levou o desafio para a sala de aula. Na época, ele era professor de matemática da Escola Municipal Presidente Tancredo de Almeida Neves (Etec), em Ubatuba. “A gente achou que seria interessante fazer um satélite desses com os alunos da quinta série. Eles tinham em média dez anos de idade e poderiam ser os mais jovens do mundo a desenvolver um projeto espacial”, conta o professor.
               Segundo Cândido, este tipo de satélite pequeno foi criado nos anos 1990 para servir como experiência pedagógica nas universidades. Com apoio técnico e financeiro do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e da Agência Espacial Brasileira (AEB), o professor adaptou a experiência para os alunos mais jovens.
               O satélite levou três anos para ficar pronto. A construção foi conduzida por seis alunos, mas desde 2010 cerca de 400 estudantes já passaram pelo projeto, que engloba outras atividades de desenvolvimento científico.
               Cândido e seus alunos acompanharam o lançamento do satélite da sede do Inpe, em São José dos Campos (SP). “A maior conquista é o aprendizado do aluno. O que a gente quis foi colocar [os alunos] em contato com a ciência e a tecnologia desde cedo. Este sucesso a gente já conquistou”, disse Cândido.

Só dois açudes estão acima dos 30%



Devido aos longos cinco anos seguidos de chuva abaixo da média no Estado, a maioria dos reservatórios cearenses está com capacidade abaixo dos 30%, conforme dados do boletim diário da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh). No Cariri não é diferente. Apesar de ser notoriamente conhecida pela quantidade de fontes naturais, a região também não escapou desta que é a pior seca prolongada desde 1910.
" target="_blank">>Chapada se mantém verde, mesmo com cinco anos de seca
               A região é abastecida pela Bacia do Salgado, que contém 15 açudes. Destes, apenas dois estão com volume acima dos 30% da capacidade máxima. Nove reservatórios estão abaixo dos 10% e dois já secaram: o Jenipapeiro II, na cidade de Baixio; e o Quixabinha, no município de Mauriti.
               Apenas o Tatajuba, em Icó (53.43%); e o Olho d'Água, em Várzea Alegre (33.06%), estão acima dos 30%. Segundo o gerente regional da Cogerh, Alberto Medeiros, a situação tem se agravado nas últimas semanas, em consequência da ausência total de chuvas.
               Para evitar um colapso, explica, foram perfurados três poços dentro do Açude Jenipapeiro II, em Baixio, e mais quatro em cada uma das cidades mais críticas: Baixio, Ipaumirim e Umari, totalizando 15. Já no triângulo Crajubar, composto pelos municípios Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha, o abastecimento ocorre majoritariamente por meio das fontes naturais. Porém, segundo Medeiros, há redução de 30% em sua vazão.
               "As pessoas ainda têm a ideia de que a região tem água sobrando e isso não existe. Realmente há água para atender à população, pois são subterrâneas, mas, se as pessoas não usarem de forma correta, pode vir a faltar caso a estiagem continue", concluiu. A constatação do gerente da Cogerh é corroborada pela professora Celme Torres.
               Segundo explica, apesar de a região possuir uma grande reserva de água subterrânea, os baixos índices de chuva têm comprometido a recarga, que depende exclusivamente da infiltração da água de chuva. "As fontes continuam jorrando, no entanto, vários estudos comprovam a diminuição das suas vazões, que, em alguns poços também estão reduzidas", conclui.
               Como forma de esperança e alívio, as chuvas devem chegar, ao Sul do Estado, um pouco antes do restante do Ceará, de acordo com as informações de Raul Fritz, pesquisador da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), "Sistemas de chuvas que se formam na Bahia, típicos desta época do ano, tendem a influenciar o sistema meteorológico no Sul do Estado, causando pancadas de chuvas isoladas", explica. A partir de janeiro, ainda conforme ele, a tendência é que as chuvas se generalizem por todo o Ceará, devido à atuação dos vórtices ciclônicos em altos níveis (VCAN).

Cientista acha cauda de dinossauro com penas



Cientistas descobriram parte da cauda de um dinossauro com penas que foi preservada em âmbar por cerca de 99 milhões de anos, conforme estudo publicado na revista Current Biology.

                

               Uma dos autores do estudo, Lida Xing, da Universidade de Geociências da China, encontrou o fóssil do dinossauro emplumado em um mercado de âmbar em Mianmar em 2015.

                

               A plumagem possivelmente ajudava em rituais de acasalamento ou para regular a temperatura, mas o animal não podia voar. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.