sexta-feira, 10 de março de 2017

Experimento: NASA afirma que pode cultivar batata em Marte



Especialistas do The International Potato Center e da NASA comunicaram sobre o fim dos experimentos bem-sucedidos de cultivo da batata em condições semelhantes às de Marte, comunica o Phys. Org.
"Se as plantas podem sobreviver nas condições que criámos no nosso CubeSat (tipo de satélite usado para pesquisas especiais), existe alta probabilidade de elas sobreviverem em Marte. Vamos repetir estes experimentos para perceber que espécies de batata vão se sentir melhor em Marte", comunicou o biólogo da NASA Juan Valdivia Silva, citado pelo Phys.org.
Os testes realizados por estes investigadores, cujo início foi anunciado em fevereiro do ano passado, acabam também por comprovar um dos episódios principais do filme Perdido em Marte, quando o astronauta norte-americano Mark Watney é deixado para trás em Marte e tenta sobreviver cultivando batatas.
Segundo acrescentou Juan Valdivia Silva, a NASA e os astrônomos peruanos repetiram a façanha de Watney, cultivando batata dentro de uma caixa especial do sistema CubeSat, com condições praticamente idênticas às de Marte. Por exemplo, no satélite foram simuladas a atmosfera, a pressão e a composição do solo de Marte.
Os testes mostraram que tais dificuldades não são um obstáculo para esta planta. Com a ajuda de determinada quantidade de água e de elementos nutritivos a "comida de martenauta" germinou sucessivamente, cresceu e começou a formar tubérculos. 
A NASA conseguiu assim provar que Mark Watney não nos enganou e que a batata pode ser cultivada em Marte.
Em breve a NASA planeja repetir os testes e encontrar um tipo de batata mais adequado para ser cultivado fora do nosso planeta. Com informações do Sputnik Brasil.

quinta-feira, 9 de março de 2017

Samsung paga até R$ 2,4 mil por celular ou tablet usado



A Samsung anunciou um programa de pagamento por celulares e tablets usados de consumidores interessados em comprar um Galaxy S7 e Galaxy A 2017.
De acordo com o site da revista Veja, os valores pagos dependem do modelo e do estado dos aparelhos. Um iPhone 5 ou superior, por exemplo, vale R$ 2,4 mil (R$ 1,4 mil e dinheiro e R$ 1 mil em desconto).
Os interessados podem fazer as trocas até 2 de abril em lojas físicas da Samsung ou no site da empresa. Mais informações sobre os modelos de celular e tablet aceitos pela companhia no site. Os aparelhos podem ter tela trincada, mas devem estar em funcionamento.

quarta-feira, 8 de março de 2017

Com menos de 10% de sua capacidade, Orós deixará de abastecer a Capital

Segundo maior açude do Ceará, o Orós registrou ontem volume de água correspondente a 9,93% da capacidade. Com isso, os três maiores reservatórios do Ceará estão com volume abaixo de 10%. Castanhão, o maior deles, está com 5,28%. Terceiro maior, o Banabuiú tem 0,59%. Com esse cenário, a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) projeta suspender a partir de amanhã o uso do manancial no suporte ao Castanhão para o abastecimento de Fortaleza, Região Metropolitana (RMF) e Vale do Jaguaribe.
Segundo informações do Portal Hidrológico, é a primeira vez desde que o Castanhão foi inaugurado, em 2004, que os três reservatórios estratégicos para o abastecimento estadual se encontram nesse nível de criticidade. As precipitações deste início de estação chuvosa elevaram o nível médio dos reservatórios. Na segunda-feira, 6, pela primeira vez no ano, os 153 açudes monitorados pela Cogerh ultrapassaram a média de 7% do volume de água. Os açudes Maranguapinho, em Maracanaú, e Caldeirões, em Saboeiro, sangraram.
O histórico Cedro, em Quixadá, mais antigo açude do Brasil, voltou a apresentar espelho d’água. Apesar disso, ele segue com 0% da capacidade preenchida, segundo o Portal Hidrológico.
Embora a média dos açudes inicie recuperação, os maiores, responsáveis por abastecer a RMF, seguem em situação crítica. Principalmente o Orós, que vinha sendo o mais demandado. Com a suspensão do reforço para o Castanhão, o Governo espera que o Orós acumule recargas ao longo da quadra chuvosa, que se iniciou no último fevereiro com chuvas 33,2% acima da média, e termina em maio.
“O Orós está quase seco e não era para estar assim”, reclamou o presidente do Comitê de Bacias Hidrográficas do Ceará, Alcides Duarte. Para ele, a transferência d’água para o Castanhão “não resolveu o problema da (Região) Metropolitana, e os prognósticos que temos para as chuvas são preocupantes”, continuou.
Para os meses de março, abril e maio, a probabilidade maior (43%) é de chuvas dentro da média, segundo a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). No entanto, o órgão já havia alertado que as precipitações não devem chegar às regiões onde estão os açudes mais estratégicos do Estado, como o Orós, o Castanhão e o Banabuiú.
Saiba mais
A reunião para deliberar sobre o destino do Orós será amanhã, em Limoeiro do Norte.
Mais ações de controle ou de restrição da água dos reservatórios cearenses serão definidas somente em junho, segundo a Cogerh.

terça-feira, 7 de março de 2017

CIA pode invadir TV, iPhone e Whatsapp, afirma Wikileaks



A plataforma Wikileaks revelou nesta terça-feira (07/03) que obteve milhares de documentos que detalham um sofisticado arsenal tecnológico desenvolvido pela Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA) para espionar smartphones, computadores e até mesmo televisões.
Segundo o site, alguns dos programas, que incluem malwares, vírus e cavalos de troia, são capazes até mesmo de contornar a criptografia de aplicativos de mensagens populares como o Whatsapp e o Telegram.
O site afirma que disponibilizou 8.761 documentos e arquivos que descrevem esse arsenal, que teria sido desenvolvido numa unidade de alta segurança isolada e situada dentro do Centro de Ciberinteligência da CIA, em Langley, no estado da Virgínia. O Wikileaks afirmou ainda que esses documentos consistem em apenas uma parte do que foi obtido.
O site não informou quem forneceu o material. Disse apenas que os programas estavam circulando de uma forma "não autorizada" entre funcionários e hackers que trabalham para o governo e que um deles enviou o material para o Wikileaks.
Essa fonte afirmou que fez isso para iniciar uma discussão sobre se "as capacidades da CIA ultrapassam seus poderes" e o "problema de fiscalização da agência por parte do público". A fonte disse ainda que o debate deve girar em torno de "segurança, criação, uso, proliferação e controle democrático de ciberarmas".
Os documentos divulgados pela plataforma foram criados entre 2013 e 2016. O Wikileaks descreveu a divulgação como o maior ato de "publicação de documentos confidenciais da agência [CIA]".
Segundo o jornal New York Times, um ex-agente da CIA disse que uma breve análise dos documentos sugere que eles são genuínos.
No passado, o Wikileaks foi acusado de divulgar documentos sem critérios, algo que colocou agentes e funcionários dos EUA em risco. Desta vez, o site afirma ter tomado medidas para ocultar os nomes de pessoas envolvidas com o programa da CIA.
O site também afirmou que não pretende divulgar o código de ciberarmas que podem ser usadas atualmente "até que exista um consenso sobre a natureza política e técnica do programa da CIA e de como essas armas devem ser analisadas, desmanteladas e publicadas".
TVs espiãs
Algumas das ferramentas descritas nos documentos têm como alvo produtos amplamente usados. Uma delas, chamada Weeping Angel (anjo chorão), penetra smart TVs da Samsung e transforma os equipamentos em dispositivos de escuta, mesmo quando elas estão desligadas.
Outros aparelhos e programas que podem ser alvos das ciberarmas da CIA incluem o iPhone da Apple, e os sistemas Android, da Google, e Windows, da Microsoft.
Um porta-voz da CIA disse ao Washington Post que a agência não ia comentar por enquanto sobre o vazamento.
Se os documentos forem confirmados como autênticos, o ato do Wikileaks deve representar mais um golpe para a inteligência americana, que ainda sofre os efeitos dos vazamentos promovidos pelo ex-funcionário da Agência de Segurança Nacional (NSA) Edward Snowden em 2013.
Recentemente, o Wikileaks se envolveu numa série de controvérsias durante a última eleição presidencial americana. O site publicou mensagens de membros do partido Democrata que acabaram prejudicando a campanha da candidata Hillary Clinton.
Membros de agências de inteligência dos EUA acusaram o site de servir como fachada de interesses do governo russo, que teria promovido a espionagem e usado o Wikileaks para interferir nas eleições. O fundador do site, o australiano Julian Assange, está asilado desde 2012 na embaixada do Equador em Londres.
JPS/ots