sábado, 12 de novembro de 2016

"É frustrante que os controles de segurança não sejam usados", diz Google



O Google é consciente de que ainda existem "ideias equivocadas" sobre o que faz com os dados pessoais, porém mais do que essa confusão, o que considera "frustrante" é que os usuários não utilizam os controles existentes para tramitar sua privacidade e sua segurança na rede.

"As pessoas duvidavam, se perguntavam quais dados o Google guarda sobre mim?´ e construímos ferramentas para mostrar, para oferecer transparência e dar ao usuário controle. É muito frustrante que não sejam usadas", explicou em entrevista à Agência Efe o responsável do centro de engenharia do Google em Munique, Wieland Holfelder.

Holfelder lidera a equipe de 400 engenheiros que criou "Minha Conta", o painel de gestão centralizada desde o qual é possível estabelecer "de forma muito singela" as preferências de segurança e privacidade de todos os serviços do Google, incluídos Gmail e Google Maps.

Lá é possível tramitar o nível de proteção de cada conta -com opções como a verificação da identidade em dois passos, a recuperação mediante número de celular ou criptografia mediante chaves físicas- e determinar quais dados serão compartilhados com a empresa.

Também é possível apagar todos esses dados ou baixá-los para levá-los a um serviço concorrente e estabelecer o que se faz com uma conta no caso seu usuário não se conecte em um determinado período de tempo.

"As pessoas não têm consciência de que estas ferramentas existem. É um desafio aumentar a consciência do usuário e evitar a confusão. Há muita ideia equivocada sobre o que acontece com os dados que o Google armazena", lamentou.

Holfelder explicou que o Google tenta manter a informação a salvo, mas apela para responsabilidade individual para fazer da internet uma rede mais segura.

"95% dos incidentes de segurança na internet poderiam ser prevenidos com tecnologia existente, segundo um relatório do Escritório Federal de Segurança nas Tecnologias da Informação da Alemanha. É um número descomunal. (...) Os usuários têm que perceber que fazer parte deste ecossistema ajuda a ter uma responsabilidade", disse.

O chefe de engenharia destaca que 76% dos problemas de contas comprometidas são derivados de contra-senhas frágeis.

"Os delinquentes não estão interessados nos e-mails enviados, mas em divulgar código malicioso", insistiu o diretor, que considera que fazer uma revisão da segurança das contas deveria ser um hábito anual "como é ir ao dentista".

Holfelder insiste na importância de ter distintas contra-senhas para cada serviço de internet e de ativar uma verificação em dois passos (para confirmar a identidade com o móvel).

"Muita gente não se preocupa pela segurança simplesmente porque requer um esforço e se nunca aconteceu nada", sustentou em um encontro com jornalistas o responsável de produto do Google Munique, Andreas Türk.

A localização de sua equipe de engenharia envolvida nas ferramentas de segurança e privacidade do Google não é casual: a Alemanha é um país com uma consciência profunda sobre a importância da proteção dos dados pessoais.

O diretor ressaltou que a confiança do usuário é fundamental para a tecnológica. "Se violássemos esse pacto, automaticamente estaríamos fora do negócio. Uma vez que se perde a confiança, não se pode voltar a ganhá-la. Acredito que demonstramos que nosso compromisso com a segurança e a privacidade é muito forte".

Então, por que segue havendo desconfiança em torno de como a empresa administra os dados pessoais?

"Não vendemos dados a ninguém. (...) Acredito que a maior parte das pessoas confia em nós, os que não confiam são uma minoria que simplesmente fala muito forte", sentença.
Terra

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Cientistas desenvolvem novo tipo de teste de HIV em pendrive



Cientistas do Reino Unido desenvolveram um tipo de teste de HIV usando um pendrive que pode fazer uma leitura rápida e altamente precisa de quanto vírus se encontra no sangue do paciente.

O dispositivo, criado por cientistas do Imperial College de Londres e pela empresa privada norte-americana DNA Electronics, usa uma gota de sangue para detectar o HIV, e depois cria um sinal elétrico que pode ser lido por computadores, laptops e aparelhos portáteis.

Os pesquisadores dizem que a tecnologia, embora ainda em seu estágio inicial, poderia permitir que os pacientes monitorem regularmente seus níveis de vírus, mais ou menos como os portadores de diabete verificam os níveis de açúcar no sangue.       

A tecnologia poderia ser particularmente útil para ajudar pacientes com HIV que vivem em locais remotos a administrar seu tratamento de maneira mais eficaz, já que os testes atuais de detecção dos níveis de vírus demoram ao menos três dias e exigem o envio de uma amostra de sangue a um laboratório.

"Monitorar a carga viral é crucial para o sucesso do tratamento de HIV. No momento, os exames muitas vezes exigem um equipamento caro e complexo que pode demorar alguns dias para produzir um resultado", disse Graham Cooke, que co-liderou a pesquisa do departamento de medicina do Imperial College.

"Pegamos o trabalho que é feito neste equipamento, que tem o tamanho de uma fotocopiadora grande, e o encolhemos até caber em um pendrive."

O exame, que usa um chip de celular, analisa uma gota de sangue colocada em um local do pendrive. Qualquer HIV presente na amostra desencadeia uma mudança de acidez, que o chip transforma em um sinal elétrico. Este é enviado ao pendrive, que mostra o resultado em um computador ou aparelho portátil.

Publicados no periódico científico "Scientific Reports", os resultados revelaram que o teste com o pendrive teve 95 por cento de eficiência com mais de 991 amostras de sangue, e que o tempo médio de leitura foi de 20,8 minutos.

Fonte: Reuters

Casas em Marte: saiba como será a nossa vida por lá em 2037



A nossa casa, a 225 milhões de quilômetros de distância da Terra, já está sendo projetada. Nós, possíveis futuros habitantes do planeta vermelho, poderemos conhecer as casas e o estilo de vida que tem sido pensada para nós em Marte.

A partir do dia 13 de novembro, o canal de televisão National Geographic, apresenta a série MARTE, que mescla ficção com entrevistas reais e dará uma noção de como a vida será no ano de 2037 no planeta vizinho.

Na série, a casa fica em Valles Marineris, uma vasta cadeia de canyons na região de Tharsis, no equador de Marte. A moradia pode até ser de outro planeta, mas o formato é familiar. Trata-se de uma estrutura que lembra um iglu, construída com peças recicladas de naves espaciais e tijolos feitos com solo marciano.

E assim como os esquimós se protegem do frio dentro de suas casas de tigelas invertidas, as casas de Marte serão como bolhas protetoras dos terráqueos que lá habitarão.

Para quem não curte passar muito tempo ao ar livre, o planeta ao lado é uma boa pedida. A atmosfera na região é cerca de um centésimo da espessura da atmosfera terrestre, isso significa que Marte é muito mais exposto à radiação solar que a Terra. Por isso, as pessoas que decidirem passar uma temporada por lá ou se mudar de vez precisam de proteção permanente do sol.

Para garantir que raios cósmicos (alguns conseguem ultrapassar até dois metros de aço) não invadam as casas, as paredes terão 3 metros de espessura e a maioria dos edifícios serão interligados por túneis subterrâneos. Além de não terem janelas, as entradas serão pressurizadas para evitar que o ar de fora entre no QG dos terráqueos.

De acordo com a publicação da Super Interessante, em setembro deste ano, o bilionário Elon Musk apresentou uma proposta da sua empresa SpaceX para colonizar o planeta vermelho. O empreendedor planeja enviar 80 mil pessoas para Marte até 2050.
Notícias ao Minuto