sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Cientistas querem procurar planeta "irmão gêmeo" da Terra



Imagens e dados astrométricos da sonda espacial GAIA ajudarão o telescópio TESS a achar e confirmar existência de novos planetas fora do Sistema Solar, informou o diretor científico da missão, Timo Prusti.

"Realmente, a GAIA poderá servir de grande ajuda para o TESS e outros projetos de busca de exoplanetas. Geralmente sabemos pouca coisa sobre estrelas observadas por telescópios desse tipo, e nossos aparelhos ajudarão a determinar a distância até essas estrelas e outras características importantes para busca de planetas", ressaltou o cientista.

Segundo ele, a GAIA será especialmente útil na descoberta de planetas de grande tamanho, como por exemplo, Júpiter que gira à grande distância de estrelas. Segundo expectativas, a GAIA poderá encontrar cerca de 20 objetos desse tipo na galáxia.

Ao mesmo tempo Prusti explica que "é preciso ter paciência", pois observar oscilações de brilho das estrelas é um processo que requer bastante tempo – pelo menos cinco anos.Além disso, segundo o cientista, a GAIA poderá auxiliar na procura de irmã gêmea da Terra, já que essa sonda vai traçar novas metas para busca de exoplanetas – estrelas invisíveis aos restantes telescópios espaciais.

De acordo com Anthony Brown, chefe do consórcio de análise de dados da GAIA, já na primeira fase da sua atividade, a sonda conseguiu descobrir 400 milhões de estrelas antes desconhecidas e esse número pode aumentar.

O telescópio astrométrico GAIA começou a funcionar em 19 de dezembro de 2013. No momento, ele se encontra num dos cinco pontos de Lagrange (pontos de equilíbrio gravitacional) incluindo o ponto L2 situado a 1,5 milhões de quilômetros da Terra.

No âmbito do seu programa científico, GAIA vai medir coordenadas e velocidades de bilhões de estrelas da galáxia com seus dois telescópios girando lentamente e monitorando o espaço.

Fonte:noticiasaominuto

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Ibama paralisa usina da Eletrobrás e aplica multa de mais de R$ 75 milhões



O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) determinou a paralisação imediata das atividades de um complexo de usinas térmicas a carvão da Eletrobrás em operação no Rio Grande do Sul e multou a estatal em mais de R$ 75 milhões. A decisão foi tomada após auditoria feita pelo órgão ambiental, que identificou violações nos limites máximos de lançamentos de óleos e graxas que poderiam ser feitos pela planta da usina.

A decisão foi comunicada na terça-feira, 13, à Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (Eletrobrás CGTEE). Além do lançamento de materiais tóxicos no meio ambiente acima do limite estabelecido, o Ibama registrou índices de emissões atmosféricas fora dos padrões estabelecidos e falta de apresentação de relatórios de monitoramento obrigatórios. Na avaliação do órgão de fiscalização ambiental, a empresa descumpriu uma série de obrigações que tinha assumido em recente termo de ajustamento de conduta.

A ordem de embargo dada pelo Ibama atinge o maior projeto de geração a carvão da Eletrobrás CGTEE, a usina termoelétrica Presidente Médici (Candiota II). Ao todo, a usina recebeu quatro multas do órgão ambiental. Com capacidade de 446 megawatts (MW), é a segunda maior usina movida a carvão do País, só inferior à térmica Porto do Pecém I (antiga MPX), que tem capacidade de 720 MW.

Na terça-feira, durante o lançamento do Programa de Parcerias em Investimento (PPI) realizado no Palácio do Planalto, o ministro de Minas e Energia (MME), Fernando Filho, anunciou planos de licitar uma nova área de exploração de carvão em Candiota, na fronteira com o Uruguai. Outros projetos de geração de energia aguardam licenças ambientais na região.

Duas grandes empresas chinesas, a Power China Sepco e a Hebi Company Energy, já anunciaram parceria com investidores gaúchos para erguer uma nova usina movida a carvão em Candiota. A usina, batizada de Ouro Negro, que prevê gerar 600 megawatts (MW), está avaliada em R$ 4 bilhões e aguarda a licença prévia ambiental do Ibama para que possa oferecer sua energia em leilões do governo e viabilizar sua construção.

Mudança

Hoje, o Brasil tem 13 usinas a carvão em operação, que somam 3.389 MW de potência, o equivalente a 2,4% de toda a potência elétrica do País. A geração de energia pela queima de carvão mineral tinha sido praticamente banida do Brasil, que passou nove anos sem contratar nenhum projeto baseada nessa fonte por causa de seu forte impacto ambiental.

A situação mudou em novembro de 2014, quando a Tractebel Energia, empresa do grupo Engie, fechou negócio para construção da Usina Pampa Sul, que está com obras em andamento em Candiota. Procurada pela reportagem, a Eletrobrás CGTEE não se pronunciou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Estadão Conteúdo

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Coin, Choque, Gate e Cotar chegam a Icó para reforçar segurança na reta final das Eleições 2016

Após ocorrências de crimes com suspeitas de motivação eleitoral, com três ocorrências de alto potencial em quase uma semana, o município de Icó recebeu um reforço de segurança que visa acalmar a situação e diminiuir a tensão vivida para os últimos 20 dias antes do pleito, a ser realizado no dia 2 de outubro próximo.
Os últimos a chegarem foram os integrantes do Batalhão de Choque e da Coordenadoria de Inteligência [Coin], que estão realizando a apuração de crimes que teriam conotação política. Eles estão presentes em terras icoenses desde a última sexta-feira [09].
Conforme as informações, o fato mais recente aconteceu nas primeiras horas do último domingo [11], quando uma casa foi incendiada no Conjunto Gama e outra alvejada por disparos de arma de fogo.
"A casa incendiada foi de uma militante. Na mesma noite a casa dos pais dela foi alvejada com disparos", informou o romotor de Justiça de Icó, Renato Magalhães de Melo. O promotor ainda apontou o caso de um carro atingido por tiros no outro final de semana. "O rapaz que teve o carro alvejado também acredita que tenha motivação política", disse.
Conforme o comandante da 2ª Companhia de Icó, pertencente ao 10º BPM, capitão Segisnaldo Medeiros, o comando da Polícia Militar enviou composições do Grupo de Ações Táticas Especiais [Gate] e do Comando Tático Rural [Cotar], além da Coin.
O comandante do Gate, major Antônio Cavalcante, coordena as ações na região. "Estamos com nomes. Vamos fazer relatórios e solicitar os pedidos de mandados de busca e apreensão na casa dos suspeitos", relatou o capitão Segisnaldo.
Além de três casos registrados em uma semana, o Tribunal Regional Eleitoral do Ceará [TRE-CE] está apurando o ataque a tiros contra a casa do oficial de Justiça Carlos Alberto dos Santos, 56, conhecido por "Carlão", ocorrido no dia 2 deste mês, em Icó. A vítima atua na fiscalização de propaganda das eleições.
POLICIA FEDERAL - Ainda na última semana, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará [TRE-CE], desembargador Abelardo Benevides, solicitou ao superintendente regional do Departamento da Polícia Federal no Ceará, Delano Cerqueira Bunn, a abertura de inquérito policial para investigar casos de violência em Icó. Além disso, foi solicitado reforço federal pela comissão de Segurança Permanente da Justiça Eleitoral do Ceará.
* Com informações do jornal O POVO

MPF constata irregularidade em obra de R$ 15 milhões em Icó



O Ministério Público Federal MPF), por meio de inquérito civil, constatou irregularidades na obra de construção de um canal de transferência de água do Açude Lima Campos para o perímetro irrigado. O procurador da República, em Juazeiro do Norte, Celso Costa Lima Verde Leal, expediu seis recomendações ao Departamento Nacional de Obras contra a Seca (Dnocs), órgão responsável pelo projeto, e prorrogou por um ano o inquérito que apura possíveis falhas de projeto e suspeita de prática de ilegalidades administrativas.

Recomendações

O procurador federal recomendou à coordenação estadual do Dnocs a anulação da concorrência pública e do contrato firmado com o consórcio Cosampa/Britânia, responsável pela execução da obra; realização de uma nova licitação para escolha de empresa visando à continuidade dos serviços de engenharia; rescisão de contrato com a firma JM Engenheiros e providências para ressarcimento do valor pago por erro na execução do projeto; elaboração de um novo projeto básico por técnicos do Dnocs e solicitação de um novo licenciamento ambiental.

Além dessas recomendações, Leal frisou que o Dnocs se abstenha de emitir nota de empenho e pagamento, antes de celebração de contrato e da efetiva realização dos serviços. Por último, pede que sejam observadas a legislação e respeitar as recomendações da Procuradoria. O procurador Celso Costa Lima Verde Leal, após colher informações do Dnocs, do Ministério da Integração Nacional (MI), e do consórcio Cosampa / Britânia, responsável pela obra, constatou possível interferência política para viabilizar o projeto, a licitação, a obra e a liberação de recursos pela diretoria estadual do Dnocs.

De acordo com relatório do procurador federal houve irregularidade na delegação de competência para processo licitatório, pelo então coordenador estadual, José Falb Ferreira Gomes; no custo unitário da obra; em concessão de licença ambiental simplificada; contratação sem a devida aprovação da diretoria colegiada; empenho sem a celebração de contrato e erro na elaboração de projeto básico. A obra tem o orçamento global de R$ 15 milhões, mas foram empenhados R$ 8.400,00. O prejuízo estimado pelo Dnocs com a destruição parcial do canal foi de R$ 644 mil.

A Associação dos Irrigantes do Perímetro Irrigado Icó - Lima Campos apresentou a denúncia de irregularidade ao MPF. O inquérito foi aberto pelo procurador da República em julho de 2015 e as recomendações ao Dnocs foram feitas em 25 de julho passado. O canal de transposição de água é um sonho de mais de uma década para possibilitar a irrigação de dois terços das áreas produtivas do perímetro que estão ociosas, por falta de água.

Negativa

O coordenador estadual substituto do Dnocs, Vicente Lívio Giffoni, rebateu as acusações de ocorrência de irregularidade na obra do canal. "Não existe nada disso, não houve favorecimento em nada", afirmou. "Se os contratos forem cancelados e houver nova licitação, o prejuízo para o erário será maior porque a firma responsável vai abandonar o canteiro de obra".

Segundo Giffoni, ontem, o setor de Auditoria do Dnocs encaminhou para o MPF resposta acerca das recomendações apresentadas pelo procurador da República. "Informamos que será mais oneroso o fim do contrato, uma nova licitação e contratação de outra empresa", explicou. "Defendemos a readequação do projeto", completou. Para os técnicos do Dnocs, uma chuva atípica de pluviometria elevada causou o deslocamento de placas de concreto e a destruição de parte do canal.

Fonte: Diário do Nordeste