segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Maior seca dos últimos 100 anos provoca mudanças no Ceará




Desde 1910, o Ceará não passava por uma seca tão severa como a dos últimos cinco anos, revela levantamento feito pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), com base nos volumes de chuva dos últimos 100 anos. Antes desse período de estiagem, somente a seca de 1979 a 1983 havia sido tão grave e longa: a média anual de chuvas registrada na época foi de 566 milímetros (mm). De 2012 a 2016, a média caiu para 516 mm.

A pouca água acumulada nos reservatórios, chuvas abaixo da média histórica, o crescimento da população nas zonas urbanas e o incremento de atividades econômicas no estado são fatores que, aliados, culminam na crise hídrica atual.

Segundo o presidente da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos do Ceará (Cogerh), João Lúcio Farias de Oliveira, os 153 açudes monitorados pelo órgão tiveram recarga média de 890 milhões de metros cúbicos (m³) em cada um dos últimos cinco anos de seca. A média anual histórica do estado é de 4 bilhões de m³. “As reservas foram caindo a cada ano, e temos perdas por evaporação muito altas: chegam a 2 mil milímetros, quando a média pluviométrica do Ceará é de 800 milímetros”, compara.

Oliveira informou que, com o fim da quadra chuvosa deste ano no Ceará (período que vai de fevereiro a maio), a Cogerh elaborou cenários com medidas e decisões necessárias para manter o abastecimento humano e as atividades econômicas no estado, notadamente na região metropolitana de Fortaleza, altamente dependente da Bacia do Rio Jaguaribe (onde fica o Açude Castanhão), que hoje tem 20% menos de água nas torneiras. Dos açudes monitorados pela Cogerh, sete são responsáveis pelo abastecimento da região metropolitana, entre os quais os três maiores reservatórios do estado: Castanhão (capacidade para 6,7 bilhões de m³ água); Orós (1,9 bilhão de m³); e Banabuiú, (1,6 bilhão de m³). De acordo com Orós é considerado reserva estratégica e estava sendo preservado, mas começou a ofertar água para o sistema da região agora em setembro. Atualmente, o Orós conta com 21% do volume útil. O Banabuiú, com 0,58% do total da capacidade, atende hoje somente a demanda local do município, a 220 quilômetros da capital.

Além da limitação da oferta de água para a região metropolitana, Oliveira ressalta as medidas destinadas a gerar novas reservas, como o reúso da água da lavagem dos filtros da Estação de Tratamento de Água Gavião (ETA Gavião), a perfuração de poços na região do Porto do Pecém (vazão estimada de 500 litros por segundo) e a construção de um açude no Rio Maranguapinho, que deverá contribuir com 200 litros de água por segundo.

“Temos condições de chegar à próxima quadra chuvosa com essas ações. Já estamos traçando cenários para o primeiro semestre de 2017 considerando o menor aporte hídrico. Vamos ver o comportamento das chuvas, mas já levamos em conta esses cenários para ver como será a operação dos reservatórios”, diz Oliveira. Ele destaca que as decisões são tomadas a partir de debate com os 12 comitês das bacias hidrográficas do estado, dos quais seis envolvem mananciais que abastecem a região metropolitana.

Fonte:noticiasaominuto

Decreto que muda regras do Bolsa Família sai no fim do mês



As formas de cadastrar e fiscalizar beneficiários do programa Bolsa Família devem passar por mudanças.

Segundo informações da coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo, o Ministério do Desenvolvimento Social divulgará um decreto com as alterações no fim deste mês.

De acordo com o colunista, o programa deve implementar cruzamento mensal de 11 bases de dados do governo federal para buscar irregularidades na aplicação dos benefícios.

Fonte:noticiasaominuto

Saques do PIS-Pasep aumentaram em 414 mil de novembro até agosto



O número de beneficiários do PIS-Pasep que resgataram os valores chegou a 1.006.663 entre novembro de 2015 a agosto deste ano, um incremento de 414 mil saques em relação ao observado entre novembro de 2014 e agosto do ano passado, informou nesta segunda-feira, 19, o Ministério da Fazenda. O incremento é resultado da campanha de divulgação em torno do direito de saque dos participantes dos programas que ainda possuem saldo em suas contas.

O maior aumento foi verificado nas retiradas feitas por beneficiários com 70 anos ou mais, que passaram de 6 mil para mais de 265 mil. Para esse público, foram enviadas pelo Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, respectivamente agentes administradores do Pasep e do PIS, quase 920 mil malas diretas informando sobre a existência de saldo disponível para saque nas contas individuais dos programas.

Nesse período, o Estado de São Paulo concentrou o maior número de saques (322.734), seguido por Minas Gerais (109.025), Rio de Janeiro (107.043), Rio Grande do Sul (84.544), Paraná (60.124) e Bahia (43.826).

Em 30 de junho de 2016, último fechamento de exercício do Fundo, pouco mais 4,4 milhões de cadastrados tinham direito ao saque por idade de um valor total de R$ 7,9 bilhões. O valor do saldo médio é de R$ 2,9 mil para os beneficiários do Pasep e R$ 1,5 mil para os do PIS.

A campanha de divulgação atende às recomendações feitas pelos órgãos de controle (Tribunal de Contas da União e Controladoria Geral da União), que indicaram ao Conselho Diretor do PIS-PASEP a necessidade de adoção de medidas para aperfeiçoar as formas de divulgação para informar a possibilidade de saque àqueles cotistas que não detêm conhecimento de seus direitos. A ações de divulgação foram programadas para ocorrer até setembro de 2016.

Fonte:estadao