sexta-feira, 10 de junho de 2016

Mesário consegue alterar dados de urnas eletrônicas

O especialista em falhas em urnas eletrônicas Diego Aranha fez uma revelação sobre equipamentos. Ele disse que o próprio mesário pode alterar facilmente os resultados de uma urna eletrônica durante as eleições.

"Durante os testes de 2016, ficou demonstrado que uma vulnerabilidade no software permite a um mesário malicioso fraudar os resultados coletados no Boletim de Urna enviado para transmissão após provocar uma contingência", explicou, conforme publicado no site Bahia Notícias.

Traduzindo, o mesário pode sumular uma defeito na máquina para conseguir acionar o Sistema de Apuração, permitindo assim a digitação manual dos dados do Boletim de Urna. A fraude aconteceria nesse momento, já que o sistema não verifica a adulteração dos dados.

"Minha equipe conseguiu recuperar a lista ordenada dos votos em eleições simuladas com até 475 eleitores a partir unicamente de informação pública, com impacto potencial até em eleições passadas. De posse da lista ordenada de eleitores, é possível determinar com certeza matemática as escolhas de cada eleitor. Essa vulnerabilidade permite ainda determinar com exatidão a escolha de alguns eleitores ilustres que votaram em instantes de tempo específico", disse o especialista Aranha.

"Todas as urnas eletrônicas do país compartilham segredo que protege os seus dados mais críticos e esta chave está ainda disponível na porção desprotegida dos cartões de memória", destaca outra fragilidade.

O Brasil utiliza o sistema eletrônico de votação desde 1996.


Notícias ao Minuto

Queda no volume mata peixes do Castanhão

Há quase um ano morreram 3 mil toneladas de peixe no Açude Castanhão. Um novo episódio desta vez dizimou a produção da tilápia no reservatório. Mortandades vêm sendo registradas desde o fim de maio e hoje atinge quase 100% dos criadores. O baixo volume do reservatório, a má qualidade da água e manobras de abertura e fechamento de válvulas são, segundo os piscicultores, fatores que inviabilizam a continuidade da atividade.

"Peixe agora só quando o açude tiver uma recarga". É essa a única certeza dos piscicultores que atuam na criação de tanques-rede no Castanhão. A constatação é do presidente da Associação dos Criadores de Tilápia do Açude Castanhão (Acritica), Edivando Feitosa, que ainda contabiliza os prejuízos da mortandade. O momento tem sido de buscar ajuda e reunir força de trabalho para a retirada do peixe já em decomposição de dentro d´água. Se isso não for feito o mais rápido possível, os criadores poderão ser penalizados por crime ambiental.

Somente 128 criadores tiveram condições de retornar à atividade depois da mortandade do ano passado. Na época, os piscicultores declararam perdas estimadas em mais de R$ 20 milhões. Para ajudar os piscicultores, foi montada uma força-tarefa, juntamente com Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), Secretaria de Agricultura, Pesca e Aquicultura do Ceará (Seapa) e prefeituras de Jaguaribara, Alto Santo, Jaguaretama e Jaguaribe, para retirada dos peixes do açude.

O governo do Estado também aprovou, em dezembro, a disponibilidade de recursos no valor de R$ 4 milhões, na forma de alevinos, ração e gaiolas, para aqueles que tinham outorga pudessem retomar a atividade. Porém, poucos conseguiram salvar alguma produção antes desse recente acontecimento.

Com a constante diminuição do espelho d´água, em decorrência da pouca chuva e do alto consumo, alguns empresários vinham retirando gaiolas e migrando para outros açudes, já prevendo a inviabilidade da criação no Castanhão. Segundo afirma o produtor e engenheiro de pesca Daniel Ricarte, atualmente os açudes Orós e Castanhão se tornaram inviáveis para esse tipo de atividade, devido ao volume desses reservatórios estar em nível crítico, bem como pela má qualidade da água. "É um risco muito grande para o produtor. O problema não é só da falta de chuvas, mas também da má gestão dessa água", enfatiza.

Dívidas

No ano passado, a mortandade não atingiu o espelho d´água onde Daniel mantinha suas gaiolas e este ano, antes do mês de março, ele conta que optou por retirar seu material do açude e voltar para região de Caucaia, onde mantém a criação de tilápia em viveiros. Entretanto, quem sobrevive da piscicultura, como moradores do entorno, amargam os prejuízos e a falta de perspectiva, além de acumularem dívidas junto aos bancos.

O presidente da Associação de Piscicultores do Açude Castanhão (Apac), Vicente Caetano, conta que 28 dos 32 piscicultores de Alto Santo, retomaram a atividade e que as perdas foram totais. "Estamos buscando ajuda para retirar o peixe, mas está difícil. Nossa preocupação tem sido essa", conta.

Apenas em Jaguaribara a atividade envolvia cerca de 1.500 empregos diretos e indiretos e era a principal atividade econômica. Agora, os impactos na renda da população geram apreensão. Até o fechamento desta edição a reportagem não obteve retorno da Cogerh e da Seapa sobre o caso.

Fonte: Diário do Nordeste

Cientistas descobrem método para armazenar CO² e evitar efeito estufa

Pela primeira vez, cientistas conseguiram injetar com sucesso dióxido de carbono (CO2) no solo de basalto vulcânico e solidificá-lo, oferecendo uma solução promissora para o armazenamento deste gás de efeito estufa vinculado ao aquecimento global, segundo um estudo publicado na quinta-feira na revista norte-americana Science.

Os cientistas conseguiram bombear emissões de carbono para dentro da terra e transformar o gás em sólido para armazenamento em alguns meses - radicalmente mais rápido do que as previsões anteriores, que sugeriram que o processo poderia demorar centenas ou inclusive milhares de anos para ser concluído.

O estudo é parte do projeto-piloto Carbfix lançado em 2012 na usina geotérmica de Hellisheidi, na Islândia.

Cientistas e engenheiros experimentaram combinar o CO2 e outros gases com água e canalizar a mistura para o subsolo.

O objetivo era desenvolver um método seguro para armazenar CO2, evitando que o gás escapasse para a atmosfera e contribuísse para o aquecimento global.

A usina de Hellisheidi, a maior instalação geotérmica do mundo, que fornece energia para a capital, Reykjavik, bombeia água vulcânica aquecida com energia geotérmica subterrânea para fazer as turbinas funcionarem.

O processo produz 40.000 toneladas de CO2 por ano. Embora corresponda a apenas 5% das emissões de uma usina a carvão do mesmo tamanho, a quantidade é significativa.

Por anos, pesquisadores sugeriram métodos de captura e armazenamento de gás carbônico como esse, mas houve dificuldades para desenvolver a tecnologia necessária.

Na natureza, o basalto em contato com o CO2 e a água produz uma reação química que resulta em um mineral calcário branco. Os cientistas não sabiam, no entanto, quanto tempo esta reação levaria. Estudos anteriores estimaram que a solidificação poderia demorar milênios.

O aproveitamento do basalto subterrâneo de Hellisheidi se revelou ótimo, com 95% do CO2 injetado solidificado em menos de dois anos.

"Isso significa que podemos bombear para o subsolo grandes quantidades de CO2 e armazená-lo de uma maneira muito segura em um curto período de tempo", disse o coautor do estudo Martin Stute, hidrologista no Observatório da Terra da Universidade de Columbia.

O basalto compõe a maior parte do relevo oceânico do mundo e cerca de 10% das rochas continentais, segundo os pesquisadores do estudo.

Um relatório de 2014 do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas alertou que se não dominássemos a tecnologia de captura e armazenamento de gás carbônico, poderia ser impossível limitar adequadamente o aquecimento global.

A maioria dos experimentos anteriores não foram bem-sucedidos porque injetaram CO2 puro em arenito (rocha sedimentar) ou aquíferos salinos, em vez de misturar o gás com água e armazená-lo no basalto.

O basalto, uma rocha porosa, é rico em cálcio, ferro e magnésio, minerais que são necessários para solidificar o carbono para o armazenamento, de acordo com os pesquisadores.

Fonte: AFP
              

quarta-feira, 8 de junho de 2016

MST promove mais uma Feira da Reforma Agrária em Icó

O movimento dos Trabalhadores Sem-terra (MST), promove na manhã desta sexta-feira (10), mais uma Feira da Reforma Agrária. Serão comercializadas toneladas de alimentos à preços populares, produzidos por mais de centenas de agricultores de assentamentos da Reforma Agrária de Icó. O evento ocorre em frente ao Colégio Senhor do Bonfim e começa a partir das 7h. 

Produtores dos assentamentos Chico Mendes, Bom Lugar e Arleudo, estarão presentes com seus produtos. Feijão, Milho, frutas, verduras Macaxeira, ovo e mel, estão entre as centenas de produtos que serão comercializados na feira.

Dois milhões de trabalhadores ainda não sacaram o PIS/Pasep

O Ministério do Trabalho calcula que dois milhões de trabalhadores ainda não sacaram o PIS/Pasep (Programa de Integração Social (PIS) e o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) referente a 2015. O dinheiro estará disponível até o dia 30 de junho. O abono equivale ao valor de um salário mínimo, vigente na data de pagamento (R$ 880) e pode ser retirado nas agências da Caixa e Banco do Brasil. O Ministério informou também que os benefícios que ainda não foram sacados somam R$ 1,7 bilhão.

Têm direito ao abono pessoas cadastradas no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos; com remuneração mensal média de até dois salários mínimos durante o ano-base de atribuição do benefício; e que exerceram atividade remunerada durante pelo menos 30 dias.

Em todo o Brasil, 23,6 milhões de trabalhadores têm direito a receber o abono. Do, 21,5 milhões já fizeram os saques. Os dois milhões que ainda não acessaram o recurso representam 8,7% dos trabalhadores beneficiados. O estado com o maior número de trabalhadores que não sacaram o abono é São Paulo, onde 684.937 pessoas ainda não resgataram o benefício, seguido de Minas Gerais (197.428) e Rio de Janeiro (180.639).

Por correspondência

O Ministério do Trabalho anunciou, ainda, que está enviando correspondências no endereço de domicílio dos trabalhadores que podem sacar o benefício. O objetivo é, por meio dos comunicados, atingir pelo menos 1,2 milhão de beneficiários que estão com o endereço corretos na base de dados do governo. Segundo o governo, é importante que o trabalhador verifique antes se o benefício não foi depositado diretamente na conta. Se notar que não houve o crédito, deve comparecer com o Cartão do Cidadão e senha cadastrada nos terminais de autoatendimento da Caixa ou em uma Casa Lotérica. Caso não tenha o Cartão do Cidadão, o pagamento poderá ocorrer em qualquer agência da Caixa com a apresentação de um documento de identificação. No caso dos participantes do Pasep, o local para o saque é o Banco do Brasil.

As informações sobre o direito ao saque também podem ser obtidas pela Central de Atendimento Alô Trabalho (158); pelo 0800-7260207, da Caixa; e pelo 0800-7290001, do Banco do Brasil.

O Programa de Integração Social (PIS) e o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP) são contribuições sociais de natureza tributária, devidas pelas pessoas jurídicas, com objetivo de financiar o pagamento do Seguro-Desemprego e Abono Salarial.

O PIS destinado aos funcionários de empresas privadas regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e o PASEP é destinado aos servidores públicos. Os recursos que não são sacados retornam para o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).


Fonte:agenciabrasil

Ganhador da Mega na BA ainda não sacou R$ 19 mi, 15 dias após sorteio

O ganhador do concurso 1821 da Mega-Sena, que fez a aposta em uma lotérica no bairro de Nazaré, em Salvador, ainda não retirou o prêmio de quase R$ 20 milhões que ganhou por acertar as seis dezenas, 15 dias após a realização do sorteio. A informação foi divulgada pela assessoria de comunicação da Caixa Econômica Federal (CEF).

A aposta feita na capital baiana e uma outra, realizada na cidade de Belém, no Pará, ganharam R$ 19.896.531,79 cada uma. O sorteio foi realizado no dia 25 de maio, em Alto Jequitibá (MG). As dezenas sorteadas na ocasião foram: 19 - 22 - 31 - 36 - 52 - 53. O ganhador do Pará sacou a bolada dois dias após o resultado.

Conforme a Caixa, ganhadores da Mega-Sena têm até 90 dias corridos, contados a partir da data de realização do sorteio, para fazer a retirada do prêmio. Ao final desse período, o prêmio prescreve e seu valor é repassado ao Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies). A Caixa não informou se o ganhador que fez a aposta em Salvador é homem ou mulher e nem divulgou a idade do sortudo.

Na lotérica onde o ganhador da Bahia realizou a aposta, o atendente Elson Cruz, de 45 anos, que registrou o jogo milionário, ficou famoso após a divulgação do resultado. O funcionário passou a ser o atendente predileto dos clientes e até ganhou o apelido de "Elson da Sorte". Em entrevista dois dias após o sorteio, ele brincou e disse que estava na expectativa de que o milionário retornasse ao estabelecimento para lhe dar um presente pelo "pé quente".

O estabelecimento, na Avenida Joana Angélica, centro da capital, tem o nome de Talismã Loterias, mas possui ainda na fachada uma placa com o antigo nome, "Loteria Mouraria". Após a divulgação do resultado, uma faixa foi colocada na frente do estabelecimento informando que um dos ganhadores tinha realizado o jogo no local.

O último jogo da Mega-Sena que havia premiado alguém da Bahia foi o do concurso 1.701, de 5 de maio de 2015. Na época, doze pessoas que participaram de um bolão, realizado na casa lotérica São João, na cidade de Ribeira do Pombal, a 300 km de Salvador, ganharam R$ 2.018.423,55. O prêmio foi dividido igualmente entre eles e cada um ficou com R$ 168.201,962.

Fonte: G1 BA
                          

Condutor de cinquentinha pode recorrer de multa, diz Denatran

O Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) informou nesta terça-feira (7) que condutores que forem multados por falta de habilitação para guiar motos "cinquentinhas" antes de novembro próximo poderão recorrer.

O início da fiscalização desses documentos tinha sido marcado para a última quarta-feira (1º) pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), mas, um dia depois, o Denatran anunciou que a medida só valeria dali a 6 meses.

Enquanto o novo prazo não foi anunciado, diversos estados realizaram blitze e multaram condutores de "cinquentinhas" pela falta de habilitação.

O Denatran disse que, até 1º de junho, não sabia que uma alteração no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que entrará em vigor apenas em novembro, se sobrepunha ao prazo estipulado pelo Contran.

Na prática, foi a terceira vez que o prazo para cobrar habilitação dos condutores de "cinquentinhas" foi adiado. Continua valendo, no entanto, a exigência de licenciamento e emplacamento desses veículos.

G1